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Governança··5 min·Amadeu Ferreira

Subir um agente é fácil. Operá-los é o trabalho.

Qualquer um liga uma API hoje à tarde. O que separa POC de produção é a disciplina: papéis, limites, ferramentas tipadas, traços e revisão.

Vi POC de IA atrás de POC de IA travar no mesmo ponto: a demo funciona, todo mundo aplaude, e aí na hora de virar produto a coisa desmonta. Não por falta de modelo bom — sobra modelo bom. Falta harness.

O que é o harness

É a disciplina ao redor do agente: papéis bem definidos, limites de passos e de custo, ferramentas tipadas, fallbacks para humano, e traço de tudo — entrada, saída, ferramenta usada, custo, latência. Configuração legível, versionada em git, revisável em PR. O mesmo arquivo que você lê é o que roda em produção.

  • Mapeamos o processo real — não a versão de PowerPoint.
  • Configuramos o harness: papéis, limites, ferramentas, métricas.
  • Validamos em sombra, em paralelo ao processo humano.
  • Operamos: tuning, novos fluxos, auditoria, incidentes.

Subir o agente é a parte fácil, a de hoje à tarde. Operá-los com governança é o trabalho — e é nele que a gente entra.

Amadeu Ferreira
Escrito por
Amadeu Ferreira
Sócio Fundador · Chief AI Officer

Doze anos construindo e lançando software. Cuida da plataforma e da camada de IA — os agentes, o harness, a governança que cabe no jurídico brasileiro. É quem transforma o processo mapeado em sistema versionado, auditável e com custo sob controle.