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Caso de uso··6 min·Leo Saj

O dado de finanças precisa chegar na venda.

No Brasil, o dado vive preso no ERP e o comercial vende no escuro — sem margem, sem crédito, sem histórico. Um CRM moderno sobre o ERP, com agentes na ponte, muda o jogo.

Passei quinze anos dentro de operações de empresa de verdade — P&G, Duracell, a operação de uma distribuidora. O padrão se repete: o dado mais valioso da empresa está preso no ERP, e quem mais precisa dele, o time comercial, não tem acesso. O representante vende por WhatsApp, no escuro, sem saber a margem do cliente que está na frente.

O resultado é o que você imagina: desconto dado onde não podia, crédito concentrado onde não devia, e ninguém com o número na mão na hora da decisão.

A virada não é trocar o ERP

Ninguém quer (nem deve) arrancar o ERP que já roda. A virada é colocar um CRM moderno — o Twenty, open source — por cima do ERP que você já tem, e deixar os agentes fazerem a ponte. O dado de finanças sobe, vira margem por cliente, crédito por rota, histórico por conta — e chega na ponta, onde a venda acontece.

  • Margem por cliente, visível antes do desconto.
  • Concentração de crédito exposta antes de virar problema de caixa.
  • Relatórios que eram feitos na mão, gerados por um agente.

Não é mágica, é encanamento — feito com governança e auditoria, do jeito que o jurídico brasileiro pede. É o trabalho menos glamouroso e o que mais paga a conta.

Leo Saj
Escrito por
Leo Saj
Sócio Fundador · Operação & Estratégia

Quinze anos em gestão e operação — Colgate Palmolive, P&G, Sinais Distribuidora e Duracell. Administração pela FEA-USP. Mapeia o processo real, define prioridades e coloca a empresa num sistema que a IA consegue operar — estratégia, vendas e o dado de finanças chegando na ponta.